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Zeus e os amigos. Dias 7,8,9 | 10.09.2025 | Aldeias de Zagori

  • Foto do escritor: Luis Bernardes
    Luis Bernardes
  • 2 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

A crónica de hoje é um 3 em 1. Foram 3 dias, bem durinhos e por um conjunto de aldeias que já explico melhor. 

 

Cedo saímos de Ioannina. Fiquei cliente desta pequena e tranquila cidade. Quem sabe um dia volto. 

 

À hora prevista tínhamos o Kristos à nossa espera. O Kristos, para além de nosso condutor, tem já um negócio de várias atividades com turistas e já várias pessoas a trabalhar para ele. 

 

O turismo, felizmente para o Kristos, tem estado a crescer. Devagarinho, mas a crescer. 

 

À nossa espera tínhamos mais uma estrada de montanha. Cá para mim a volta à Grécia em bicicleta passa por aqui. Estas estradas, da região de Zagori, dão umas belas etapas de montanha. 

 

Como já tínhamos descansado um dia, tínhamos pela frente mais 3 dias de puro trekking por estas aldeias, montes e vales. 

 

Zagori, é uma zona, dentro da região de Epireus, que tem uma rede de aldeias históricas, recentemente consideradas como património da Humanidade, pela UNESCO. É assim, para o mais ou menos comparado, com as nossas Aldeias de Xisto. 

 

Depois de passarmos com distinção as muitas subidas ziguezagueamos até à nossa primeira etapa de caminhadas. 

 

Fomos do topo da montanha até ao vale, bem cá em baixo e voltámos a subir. Ainda tivemos direito a uma paragem para um chá, café, conforme vontade do freguês. 

 

Quase 3 horas depois e umas boas centenas de calorias a menos, avistámos o nosso transporte. Pelo meio passámos pelas aldeias de Vradeto, Kapesovo e terminámos em Kipi. Tivemos a companhia de um amigo cão e apreciámos paisagens incríveis. 

 

Kipi é uma aldeia que não tem mais que 50 habitantes. Serão duas noites na Guest House da Melina’s. para não baralhar, a Guest House tem o mesmo nome, da agora sua proprietária. Sem dúvida, o melhor quarto de hotel da viagem.  Espaçoso e com vistas para os montes verdes ali mesmo ao lado. 

 

A Melina herdou esta casa da sua avó. E fez um excelente trabalho. Está impecavelmente bem recuperada. Com lareira nos quartos que em breve já vai ser útil. Vive em Ioannina, a 40 km de Kipi. Logo cedo já cá está para os pequenos-almoços. 

 

Lá para as 5 da tarde volta às suas crianças em Ioannina.

 

Kipi, tem um minimercado - abre às 5 da tarde - dois restaurantes, uma igreja e umas quantas casas. A Igreja está fechada. Celebra-se missa quando o padre por lá passa. Como em todas estas aldeias, junto à Igreja existe um pátio e uma grande árvore centenária. Aqui vive-se na paz. 

 

A arquitetura de todas elas é também idêntica. Em pedra e com os telhados em xisto. 

 

Passámos pelo minimercado e sempre contribuímos para a economia local. Em cada noite jantámos em restaurantes diferentes. Todos ficaram a ganhar com a nossa presença. Pensámos que não iríamos ter sorte em ter a oportunidade de jantar no restaurante do Michalis. A Melina tinha dito, à “nossa” Filipa, que esta semana estava fechado.

 

Felizmente a informação não estava correta. Passei por lá e lá estava o grande Michalis. Simpático e com um físico de quem gosta de se alimentar bem, lá me disse que estava aberto para o jantar. Mensagem passada e fomos felizes a jantar os cozinhados do Michalis. 

 

Para terminar a noite em beleza - os homens desta viagem - vimos a vitória da nossa seleção contra a Hungria. Vitória sofrida em Budapeste, com mais um golito do nosso Cristiano. Até uma cervejinha tivemos direito. Fim de noite, mesmo muito bom. Obrigado, Luís e João.

 

A outra aldeia onde ficámos dá pelo nome de Papigo. A arquitetura igual às restantes. Mas é uma aldeia bem maior e com mais vida. Está já tem duas igrejas, dois pátios e duas grandes árvores centenárias. 

 

Vários restaurantes, cafés, algumas lojas e muitas casas de alojamento local. Por aqui adoram as luzinhas para eliminar as casas. Dá alegria e parece que é Natal. 

 

Na manhã em que chegámos a Papigo ainda tivemos uma caminhada abençoada. Foi a mais difícil. Súper descida, súper subida. A subida foi com chuva. Às vezes com menos, outras vezes com mais intensidade. Chegámos ao fim com distinção e louvor e muita água na nossa roupinha. 

 

Almoço tardio e muito bom. Mais um passeio e jantar também excelente. As caminhadas tinham chegado ao fim. Felizmente, a viagem pelas terras de Zeus ainda não. 

 

Adormeci depois de contemplar o Monte Astraka. A Guest House tinha também o mesmo nome. O grupo ficou dividido em duas casas. Espaço muito giro. A dona, uma querida, só fala grego. Sempre atenta, não vá faltar alguma coisa a algum de nós. 





 
 
 

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