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Zeus e os amigos. Dia 10 | 12.09.2025 | Vergina_Salónica

  • Foto do escritor: Luis Bernardes
    Luis Bernardes
  • 2 de out. de 2025
  • 4 min de leitura

Restaurantes gregos. 

Raro o restaurante que não gostei. Mas existem também outras particularidades dos restaurantes aqui pela Grécia. As ementas têm imensos pratos. Para todos os gostos. O problema é que tirando os pratos que não têm, têm tudo. O tema é que muitas vezes são muitos os que não têm. Mas ninguém acabou uma refeição insatisfeito ou com fome. 


Outra particularidade. Os pratos vão chegando nem sempre ao mesmo tempo. Quando uns pedem entradas outros só prato principal fica assim a confusão. Um caos bem divertido. Eu como sou baralhado um destes dias pedi um prato de cogumelos. Outras colegas de viagem pediram cogumelos, mas como entrada. Veio o prato de cogumelos e passaram para mim. Estranhei que fossem cogumelos acompanhados de cogumelos. No fim percebi, tinha comido a entrada que não era para mim. De seguida comi… cogumelos. 


Entrámos na última etapa da viagem. Deixámos as aldeias, montes, vales, pontes e caminhadas e seguimos para o burburinho da cidade. Neste caso, serão 4 dias em Salónica, ou Thessaloniki, como por aqui se diz. Eu gosto de dizer à maneira portuguesa. Nos anos 90, do século passado, o Benfica teve grandes duelos contra o Aris de Salónica. Há muitos anos que estou familiarizado com esta cidade. Nunca sonhei que um dia iria visitá-la. 


De Papigo a Salónica são 4 horas. A sua grande maioria feitos por autoestrada e sempre com as portagens bem presentes. 


Duas horas depois de iniciarmos viagem, com a condução do Kristos e de uma amiga, e uma paragem em Vergina, antiga capital da Macedónia e que se chamava Egas ou Aigai. Esta cidade foi capital dos Otomanos quando reinavam por estas terras da região da Macedónia. 

 

Sim, aqui já estamos na parte da Macedónia grega. Só em 1923, estas terras passaram efetivamente a território grego, com as populações tal como hoje existem. 

 

Este museu é mesmo muito bom e dos mais importantes da Grécia. Aqui foram encontrados achados de grande valor histórico. O sarcófago do pai de Alexandre O Grande - Filipe II - joias e outros objetos quase intactos. Os sarcófagos são salas enormes e que somente foram descobertas no ano de 1977, pelo professor e arqueólogo Manolis Andronikos, de Salónica. Foi a sua tenacidade, perseverança que, depois de várias tentativas, finalmente se conseguiram encontrar estes tesouros. 

 

Muito interessante foi a decisão do que fazer com os enormes sarcófagos. Mantiveram, tudo, no local em que foram encontrados. Ou seja, debaixo de terra. Assim, o museu é no subsolo com uma entrada por um túnel. Difícil descrever por palavras as riquezas que vi. Sem dúvida mais um ponto altíssimo desta viagem. 


Para esta visita tínhamos à nossa espera o Dimitrios Kakagiannis. Guia oficial deste museu. Para além da qualidade do museu, a cereja no topo do bolo, foi a descrição do Kakagiannis. Se passarem por este museu peçam para serem guiados por este guia. Um contador de histórias com uma vos grave e dar a pitada de sal e dramatismo que este lugar justifica. 


O museu não é grande. Em 40 minutos está bem visto. Um abraço e um muito obrigado ao Kakagiannis e já eram horas de almoço. Foi o mais rápido da viagem. 

Já perto de Salónica as placas indicavam as direções para a Turquia e Bulgária. 


Fomos recebidos em Salónica pelo calor de 30 graus. Como não havia tempo a perder foi deixar as malas no hotel e começar a fazer o reconhecimento da cidade. Sexta-feira, 5 da tarde. Muito trânsito, mas não infernal. Por estas bandas gostam de apitar. Com poucos minutos de “jogo” uma grande travagem e pumba acidente. Sem feridos. Seguimos. 

Salónica tem uma parte alta, mais antiga e vai descendo até ao mar.


É a 2ª cidade da Grécia, com pouco mais de 600 mil habitantes. Cheia de igrejas Ortodoxas Gregas. 


Estamos na avenida principal de Salónica. Avenida Egnatia. Esta avenida atravessa a cidade de uma ponta à outra paralelamente ao mar. 


Descemos até chegar à marginal que tem mais de 6 km. Hoje não a vamos fazer até ao fim. Só mesmo umas centenas de metros. Passámos pelo Bairro Ladadika-Aristotelous. Uma das poucas zonas da cidade que não foi consumida pelo grande incêndio de 18 de agosto de 1917. Este desastre consumiu cerca de 70% dos edifícios da cidade. Nesta altura quase todas as casas eram de madeira. 


Atualmente, este bairro é cheio de restaurantes, bares, discotecas e um dos principais sítios da noite de Salónica. Daqui ao porto são 5 minutos a pé. Onde começa a marginal. Está cheia de gente e sopra uma brisa abençoada. 


No mar, aqui ao pé, passa um barco que deve ter vindo diretamente das Caraíbas, pois a decoração e música nada tem a ver com esta região do mundo. Completamente para turista ver. Passa mais uma caravela que poderia ser do Vasco da Gama e os barcos que fazem a travessia para as praias próximas. Aqui pela marginal mais um acidente. Em meia hora já era o segundo. Bem me avisaram. Cuidado a atravessar a estrada que estes gregos não estão para brincadeiras.


Ainda antes de jantar deu para ver algumas das igrejas mais relevantes de Salónica. Hagia Sofia, sem dúvida a mais relevante. Vale muito a pena visitar e ir às suas catacumbas ver os achados arqueológicas. As pernas protestam, querem descanso. Falta o jantar. A poucos metros do hotel. 


Restaurante muito interessante, o Estravaganza. No andar de cima tem uma plantação, em prateleiras, de alguns produtos que o próprio restaurante consome. Parece assim aquelas produções clandestinas de canabis que vimos nos filmes, mas tudo legal e a contribuir para um planeta melhor.


Uma curiosidade deste restaurante é que passou, o tempo todo, música cantada em português. Do Brasil, São Tomé, Cabo Verde. Achei que havia alguma ligação a Portugal. Resposta, gostam da sonoridade, só mesmo isso. 


Já, mesmo muito cansado, mas sem vontade de ir para o hotel, que ainda não era muito tarde e com mais colegas viajantes fomos conhecer o início de noite de Salónica. 


Pelas onze da noite os restaurantes estavam todos cheios. Deixando a zona de restaurantes fomos dar ao porto. A curiosidade de ver tanta movimentação por aqui fez-nos entrar neste grande espaço. Os antigos armazéns foram convertidos em restaurantes, bares e discotecas. 


Por esta hora está a começar a ser invadido por grupos de teenagers. O preto é a cor dominante. Tanto miúdas como miúdos. As raparigas calções curtos e top pretos. Os rapazes t-shirt preta e calças pretas. Aqui, quem não anda de preto está out. 

Ok, já chega, hora de dormir.  


 
 
 

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