top of page

Zeus e os amigos. Dia 06 | 07.09.2025 | Ioannina

  • Foto do escritor: Luis Bernardes
    Luis Bernardes
  • 11 de set. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 2 de out. de 2025

Logo cedo dissemos adeus a Meteora. Um dos pontos altos da viagem estava cumprido. Próxima paragem: Ioannina. A viagem foi feita por estradas secundárias. Muita curva e contracurva. Uma hora depois estávamos a entrar em Ioannina, capital da região de Épiro. Pelo caminho, ainda uma paragem para ver umas ruínas gregas com um pequeno anfiteatro bem conservado.

 

Ioannina é uma cidade com cerca de 70 mil habitantes. Aqui já se sente que a Albânia está logo ali ao lado. Muitas matrículas de carros albaneses que também se notam nos restaurantes. É uma cidade tranquila com um lago com vistas para as montanhas e ilha mesmo em frente. 

 

Check-in feito e 5 minutos depois começamos a explorar a cidade. Aqui já se sente a presença dos Otomanos. Estiveram vários séculos por aqui. O último governante foi Ali Paxá. Não deixou grandes saudades. Foi um verdadeiro déspota. 

A cidade só em 1913 passou, oficialmente, a pertencer à Grécia que hoje conhecemos. 

 

A cidade era conhecida pelas muitas mesquitas e minaretes que se avistavam bem ao longe. Os gregos encarregaram-se de destruir tanto mesquitas como os seus minaretes. Hoje restam, apenas, duas mesquitas e dois minaretes. São museus, não muito bem conservados. 

 

Era hora de almoço. Percorridas algumas ruas e estávamos no Balsâmico. Nome do restaurante, mesmo junto às muralhas otomanas que ainda resistem ao tempo. Como sempre comemos bem. Recomendo este restaurante. Faltava só o nosso expresso que tanto precisamos. Logo ao lado descobrimos um café. Uns beberam expresso, outros um Fredo. O café com gelo. O calor continua forte. Sabe bem um café com gelo. 

 

Passámos para o outro lado da rua e entrámos na pequena cidadela cercada pelas muralhas. Aqui ainda existem muitas casas residenciais e algumas lojas e restaurantes. Reina o silêncio e a calmaria. O burburinho da cidade fica à porta. 

 

No cimo da cidadela estão as duas mesquitas. Turistas, mesmo muito poucos. São as duas pequenas. A primeira visitada - Mesquita de Aslan Pasha - tem uma pequena exposição da passagem dos judeus por aqui, armas e trajes usados no passado. A mesquita propriamente dita é pequena e sem culto. Hoje, muçulmanos por aqui são coisa rara. A guerra do século passado encarregou-se de os deportar, em massa, para a Turquia. Grécia e Turquia continuam a não ser grandes amigos. 

 

Subindo um pouco mais, chegamos à segunda mesquita. Mesquita de Fethiye. Também hoje é um espaço de museu. Junto à mesquita está o túmulo de Ali Paxá. Daqui também podemos avistar o lago.

 

Seguimos para o barco. O passeio até ao barco é feito pela marginal que circunda o lago. Os barcos saem de 10 em 10 minutos. Rapidamente chegou o nosso transporte. A viagem até à ilha é curta. Já estávamos a meio da tarde. Objetivo dar uma volta à pequena ilha e tentar visitar um mosteiro de monjas. Parece que não são muito simpáticas. Se a porta estiver aberta, entramos. Porta fechada, seguimos. Parece que o critério para estar aberto é se lhes apetece. 

 

O passeio pela ilha é de uma paz que é uma autêntica terapia. O calor deu tréguas e a ligeira brisa tornava o passeio ainda mais perfeito. 

 

Ainda antes de chegarmos ao Mosteiro que pretendíamos visitar, passámos por outro, pequeno, muito bem conservado e que tinha a porta aberta. A “medo” entrámos. Como todos têm uma parte visitável e outra interditada usada pelos residentes. Tinha uma pequena igreja, mas impecavelmente conservada e com uma música de coro de padres ortodoxos que criava uma atmosfera mágica. E visitar um mosteiro ortodoxo sem outros turistas é coisa pouco vista. 

 

Passámos ainda por outros mosteiros, mas sem sinal de portas abertas. Junto ao cais existem alguns restaurantes e algumas lojas. Só gente simpática. Ainda deu para provar uns doces locais.

 

Em dois minutos chegou o nosso barco para regressar a Ioannina. 

 

A cidade ainda tem muitas ruas que dão para perceber a presença otomana. Vale a pena visitar esta cidade. Se tiverem necessidade de comprar algum medicamento, estão à vontade. Nunca vi tanta farmácia como nesta terra. Só numa rua contabilizei 6. Sem ter visto a cidade toda, contei mais de 20. 

Foi mais um dia com poucos objetivos a cumprir. Sabe bem viajar assim. 




 
 
 

Comentários


©2024 by À volta do Mundo. Proudly created with Wix.com

bottom of page