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Zeus e os amigos. Dia 04 | 06.09.2025 | Atenas_Kalabaka (Meteora)

  • Foto do escritor: Luis Bernardes
    Luis Bernardes
  • 8 de set. de 2025
  • 4 min de leitura

Atualizado: 2 de out. de 2025

Para o último dia em Atenas estava reservada a visita mais esperada. A subida até à Acrópole. Do nosso hotel, que está muito bem situado, a Acrópole e muitos dos bairros com interesse em visitar são possíveis de fazer caminhando nunca mais de 30 minutos. 

 

Começámos cedo. Mais uma vez passando pela Praça Monastiraki. Passámos junto à Ágora Romana e fomos subindo a colina em direção ao destino. Já entre o bairro Plaka e as muralhas, fica a “ilha” de Anafiotika. 

 

Ou seja, um conjunto de 45 casas - já foram 60 - com uma traça que faz lembrar a arquitetura da ilha de Anafi. A origem desta pequena “ilha”, dentro de Atenas, remonta à década de 1840 com a decisão do rei Otto I da Grécia, que necessitava de artesãos, pedreiros e carpinteiros para construir o palácio real e vários outros edifícios. Foram estes mesmos trabalhadores que construíram o seu próprio bairro. 

 

As casas são pequenas e os caminhos entre elas minúsculos. Facilmente se vê a parte de dentro das casas. Por aqui os turistas não são muito bem-vindos, pois os seus residentes prezam a sua privacidade e pacatez. Na entrada principal existe mesmo um letreiro lembrando que é um bairro residencial e que não deve ser perturbado.

 

As casas estão muito bem preservadas e vale a pena visitar. Nunca esquecendo de respeitar os seus habitantes. 

 

A passagem foi rápida. E em silêncio. Ainda não eram 09h da manhã. Muitos moradores ainda descansavam. 

 

Seguindo pelo bairro. Rapidamente chegámos à entrada para a Acrópole. O local mais famoso da Grécia, mais visitado da Grécia e um dos mais famosos do mundo. Fica numa colina, a 150 metros de altura. O suficiente para poder ser contemplada de quase toda a cidade e de aqui também ter uma vista 360º sobre a cidade. 

 

Da entrada até aos edifícios que fazem parte do complexo são umas centenas de metros, mas sem dificuldade. Ainda antes de chegarmos ao Parténon passamos pelo impressionante anfiteatro - Odeon de Hérodes Ático, construído no século V a.C. e que hoje é usado para espetáculos. Parece que muito brevemente vai para obras por uns anitos.

 

Entrámos no complexo propriamente dito. É constituído por três edifícios principais. O Parténon, o mais conhecido, pela sua dimensão, que todos estudámos na disciplina de História. Enorme e com imensas colunas ainda de pé. Visita ainda pelos restantes monumentos / ruínas aqui existentes.

 

A visita durou cerca de 1 hora. O nosso bilhete permitia-nos entrar entre as 08h e as 09h. Por isso ainda não estava impossível. Para esta visita é mesmo comprar bilhete com bastante antecedência e é necessário escolher o horário pretendido. Este era um daqueles sítios que sempre sonhei visitar. Sonho cumprido.

 

Descemos. Ainda tínhamos algum tempo até chegar o nosso transporte para nos levar até à zona de Meteora. Vários de nós suplicavam por um expresso. Ainda havia tempo. Bastava seguir-me que estas ruas já eu conheço bem.

 

Uns beberam o expresso normal, outros o café freddo cappuccino. Basicamente são dois cafés com gelo e mais umas natas. Bebida muito comum na Grécia. 

 

Era hora de deixar Atenas. A primeira etapa estava feita. Há hora prevista saímos com destino a Meteora / Kalabaka. Explicando. Kalabaka é o nome da vila que fica mesmo junto aos rochedos onde estão os famosos mosteiros e que a este conjunto de mosteiros se chama de Meteora. O nome Meteora é o que é conhecido.

 

Entre dormir, escrever e almoçar, por volta das 16h chegámos à vila de Kalabaka. 

 

Pelo caminho pude ver uma paisagem rural que me lembrou, muitas vezes, Portugal. Gregos e portugueses temos muito em comum. O percurso até aqui é feito sempre em autoestrada e muito bem conservada. Outra coisa comum com Portugal é as muitas portagens que passamos até fazer os poucos mais de 300km.

 

Foi deixar as malas nos quartos e seguir para o primeiro percurso a pé, pelos caminhos de Meteora. O sol, esse, continuava a castigar. Já eram 17h. 

 

Esta primeira caminhada foi dura. E durou cerca de duas horas. Logo no início, vimos as primeiras cavernas habitadas por eremitas, num passado não muito longínquo. Hoje já não existem eremitas aqui a viver. A primeira que avistamos é mesmo impressionante. Tanto pela altura onde está como pela caverna que dá para perceber ser pequena. 

 

A caverna está situada a meio de uma gigante rocha / parede. Completamente inacessível. Foi habitada até aos anos 80 do século passado. Tinha uma escada e uma estrutura em madeira para proteger minimamente o eremita do frio. Os habitantes locais ajudavam este eremita. 

 

Pelo caminho fomos avistando pequenos mosteiros construídos nas paredes - completamente - verticais destas gigantes rochas. Ainda hoje, pelo menos, um destes mosteiros, esculpidos nas rochas, é habitado. O habitante é um velho sacerdote Eremita, com mais de 90 anos, mas que já tem um acesso que não necessita de ser pela escada. Também com ele vivem alguns empregados. 

 

Imaginem. Uma parede gigante completamente na vertical em que lá no meio foi feita uma habitação. Só mesmo, mesmo, visto.

 

E a caminhada continua. Dura, bastante dura. O caminho é cheio de pedras, com muitas subidas e algumas descidas. Os bastões foram uma boa ajuda. 

 

Hoje não tínhamos como objetivo visitar os famosos mosteiros de Meteora que ficam no topo destes gigantes maciços rochosos. A subida chegou ao fim. Acho que nunca tinha bebido tanta água. Estes dias serão assim. Muita caloria queimada, muito suor libertado, muitos litros de água consumidos, muito bife para repor essas calorias perdidas.

 

O dia ainda não tinha terminado. Depois de terminarmos ainda fomos a tempo de contemplarmos um pôr do sol maravilhoso. Nós e mais umas boas centenas. Deste sítio avistámos também e, pela primeira vez, vários dos famosos mosteiros. A vista é uma recompensa de Zeus & friends, com toda a certeza. 

 

Estava feito, faltava a bela da jantarada. Em Kabala e como em toda a Grécia comece-se muito bem. Jantámos perto do hotel. No restaurante Valia Calda. 

 

Independentemente do sítio onde jantássemos seria sempre perto do hotel, pois a vila é muito pequena. Basicamente é uma enorme avenida, com duas bombas de gasolina, umas - muitas - dezenas de restaurantes, lojas de souvenirs, umas dezenas de hotéis. Com as casas dos habitantes locais nas traseiras desta avenida.

 

Ótimo jantar, ótimo vinho, no Valia Calda. Já lá vão umas dez refeições. Por uma média de 12€ faz-se uma boa refeição.  








 
 
 

1 comentário


Ana Pedrosa
12 de set. de 2025

Não conhecia! Nunca tinha ouvido falar. E adorei “conhecer”. Mas, das várias fotografias carregadas, só se conseguem visualizar 3. Resolve lá isto, Luís! São demasiado impressionantes para não pedir

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