top of page

Zeus e os amigos. Dia 02 | 04.09.2025 | Atenas

  • Foto do escritor: Luis Bernardes
    Luis Bernardes
  • 8 de set. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 2 de out. de 2025

Atenas.

O meu primeiro contacto com a Grécia foi pela capital da Grécia, Atenas. Há anos vários conhecidos, conhecidas me diziam que era uma cidade caótica, feia, cheia de lixo e com comida muito má. Mesmo no dia antes de chegar outra pessoa me disse o mesmo de Atenas. Não podia estar mais em desacordo. 

 

Pelas muitas ruas que já fiz em Atenas e às mais variadas horas do dia vi muito trânsito, mas nada de muito diferente de Lisboa. Muitas motas, mesmo muitas e ainda muitos sem usarem capacete. Mas nada caótico. Os carros param no vermelho. A cidade está limpa, a comida é excelente. Com influência turca e desta região do Mediterrâneo. Os prédios: ainda se vê alguma degradação e prédios abandonados como víamos há uns anos em Portugal. Ainda existem muitas lojas de ferragens, drogarias e outras como víamos em Portugal há umas décadas. 

 

Mas também moderna e interessante com bairros e vivências muito diferentes entre si. Claramente Atenas passou no meu exame. Merece uma visita muito mais prolongada. São cerca de 650 mil habitantes na cidade e cerca de 3 milhões na Grande Atenas.  

 

Neste segundo dia, os planos eram não ter planos. Os nossos futuros colegas de viagem iriam chegar ao longo do dia. Quase todos de Lisboa e o irmão de um dos meus companheiros do Irão e a mulher vindos diretamente de Marselha. 

 

Só mesmo às 18:30 era hora de reunir. No pequeno-almoço decidimos por onde andaríamos neste segundo dia para vaguear. Bem, eu sempre quis ver o antigo estádio olímpico. Estádio Panatinaicos, que hoje é também o nome de um dos clubes mais famosos e ecléticos da Grécia. Desde o tempo em que li o Astérix nas Olimpíadas. Garanto-vos, foi mesmo há muitas décadas. Este estádio foi construído para as primeiras olimpíadas da Era Moderna. 

 

Para lá chegarmos, fizemos todo o caminho a pé. São pouco mais de 20 minutos. Já grandes conhecedores destas ruas facilmente chegámos à Praça Syntagma e depois é caminhar por um dos jardins da cidade e do outro lado está o magnífico Estádio Olímpico. Está como nos livros do Obelix. Também foi aqui que a nossa Rosinha Mota terminou a Maratona, sagrando-se campeã europeia. Estávamos no ano de 1982 e lembro-me bem da emoção que senti.   

 

O estádio está impecavelmente bem preservado. Todo em pedra. Tem também um túnel que vai dar a um pequeno museu com muitas das chamas olímpicas usados em vários jogos. Tanto de verão como de inverno. 

 

O calor continuava a não dar tréguas. O plano era seguir para o novo museu da Acrópole. Fica a uns 15 minutos a pé. Mas com o calor apanhámos um Uber. Aqui começou, até agora, o meu primeiro esquecimento. Saímos do Uber e… ficou lá o meu telemóvel. Ainda almoçámos pelas imediações do museu e mesmo com as tentativas, muito simpáticas do empregado, não consegui contactar o Uber. Decisão - ir até ao Hotel e a Margarida foi ver o museu que tanto gostava de ir. Resumindo a história, passadas umas horas, já tinha o telemóvel de volta. 

 

E era hora de conhecer os meus colegas de viagem. À hora marcada juntámo-nos no Hall de entrada. A Filipa - líder da viagem - fez um pequeno briefing da viagem e instruções sobre o dia seguinte. 

 

Rapidamente fomos jantar ali mesmo perto do hotel. Jantámos no Karamaniidka. Muito bom. Tem uma sala muito gira mesmo, cheia de enchidos por cima do balcão, mas uma coisa é boa. Tem também outra sala que fica entre duas casas, com um ambiente verdadeiramente grego. Fica na rua Evripidou, 52. Recomendo. Partilhámos vários pratos, todos bons. 

 

Como ainda era cedo alguns de nós fomos dar uma volta pela cidade. Ainda com algum movimento, mas já com meia Atenas a dormir. 

 

O dia estava feito. 


O dia estava feito.



 
 
 

Comentários


©2024 by À volta do Mundo. Proudly created with Wix.com

bottom of page