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Dia 5 | 22.04.2025 | Planeta Japão. Quioto_Arashiyama

  • Foto do escritor: Luis Bernardes
    Luis Bernardes
  • 24 de abr. de 2025
  • 4 min de leitura

Senhor Toshio Hirosi. Sim, ele mesmo. O meu novo amigo. Para os amigos é só Toshio, como já é meu amigo pass a ser Toshio. O Toshio já viveu em Osaka, Tóquio, Quioto, Hiroshima, na Colombia e no Panamá. Hoje vive em Izumi a 1 hora de Osaka. Trabalhou quase toda a vida profissional na Panasonic. Foi diretor comercial e por isso viveu em tantos sítios diferentes e por ter vivido na Colômbia e Panamá fala perfeitamente a língua espanhola. A Colômbia deixou saudades o Panamá nem tanto. Assistiu à época dourada da Panasonic e também ao seu declínio.


Depois de terminar a sua carreira profissional decidiu ir para a universidade e durante dois anos tirou o curso de guia turístico. Tem licença para acompanhar grupos que falem a língua espanhola ou que compreendam espanhol. Por isso também acompanha portugueses e já sabe bastante da nossa língua. Tem 74 anos , duas filhas e 5 netos e cheio de vida. Mas onde leva esta descrição toda? Simples, hoje e nos próximos dias será o nosso guia. E só mesmo para nós :). E alguns de vocês estarão a perguntar, mas como é que o gajo sabe tanto do Toshio se ainda agora o acabou de conhecer. Pois, eu sou mesmo assim :). Percebi rapidamente que seria mais um amigo a juntar aos bons que já tenho.


Hoje o dia começou no Castelo de Nijo, em Quioto. Quioto foi a capital do Japão por mais de 700 anos. Depois passou a ser Edo que mais tarde se designou por Tóquio. Por este facto Kyoto continua a ser uma cidade tão relevante para a história e cultura do Japão. Aqui também estão alguns dos castelos, templos e mosteiros mais importantes e grandiosos do Japão.


Voltando ao Castelo de Nijo. Logo que entramos ficamos logo com vontade de quando sairmos dali vamos diretos para casa ver o filme do Shogun. E ainda só não voltei a ver porque chego à noite num estado de cansaço que nem consigo manter-me minimamente acordado. O Castelo tem vários edificios e que se dividem em dormitórios e espaços de trabalho. Os jardins também valem a pena visitar e ainda conseguimos ver algumas cerejeiras em flor. Era termos chegado uma semana antes e tínhamos visto umas milhares delas. Vimos umas dezenas, muito melhor que  não ver nenhuma. Aqui viveram e governaram os Shoguns da linhagem Tokugawa. Quando vierem a Quioto vale a pena fazerem esta visita.


Não muito longe fica o Templo Dourado - Kinkakuji. Este templo chama-se Dorado pois o edifício é todo coberta de folhas de ouro e está no meu de um pequeno lago e rodeado por um jardim espetacular, como todos são aqui por este planeta. É um dos edifícios mais fotografados no Japão. No fim da visita, ainda dentro do espaço tem uma casinha onde fazem a cerimónia do chá. Em Quioto existem centenas de lojas, espaços, que fazem a cerimónia do chá. Bem, estava a apetecer-me um chá e sem perceber que iria fazer a cerimónia, foi chá mais o ritual de beber o chá. Não perdem nada em fazê-lo, até achei interessante e custa 3€ por pessoa.


Em grande ritmo saímos de Quioto e ainda antes do almoço fomos até Arashiyma. São uns 20 minutos de carro. E uns 20€ de taxi. Nesta vila a atração é a floresta de bambu. Depois de chegar à vila percebemos que somos nós e mais umas dezenas de milhares de outras criaturas que decidiram fazer a mesma visita que nós. Mas vale a pena. Podemos sempre levar uma caçadeira e desatar aos tiros para o ar, pode ser que consigamos assim afugentar os restantes turistas. Mas não sendo possível é ter paciência e ir caminhando. Há sempres ali uns segundos e uns percursos em que conseguimos desfrutar e tirar uma foto espetacular sem gente.


Existem momentos no percurso em que o verde do bambu fica mágico. O segredo é haver sol suficiente no sitio onde estamos. Mas é seguir o caminho até ao fim. Quando chegamos ao fim em que grande parte das pessoas volta pelo caminho que veio temos ainda mais umas hipóteses. Entrar numa propriedade, esmo em frente e pagando cerca de 6€ fazemos a visita a um jardim enorme e privado que sobe uma pequena montanha. Podemos também descer por um caminho que vai dar ao rio e vale a pena.


Por último fazer parte do caminho da ida e entrar num mosteiro budista que tem um daqueles jardins que é tão bonito e perfeito que parece ser possível só em sonhos. Mas é realidade e vale muito a pena ser visto. Fim da  manhã e almoçamos pela vila. Têm imensos restaurantes é escolher o que estiver menos cheio e com bom aspeto. O regresso foi feito de comboio.


Regressados a Quioto ainda tínhamos mais umas voltas para dar. Nós já estávamos mortos, mas o Toshio continuava forte. Saímos da estação e fomos diretos ao mercado. O mercado de Nishiki, é assim para o gigantesco. São várias ruas, enormes e principalmente com venda de comidas muitos restaurantes. Este sitio é imperdível. Hoje, como todo o Japão sofre do turismo em excesso, mas continua a valer a pena. Este mercado fica junto à avenida principal de Quioto. Esta avenida tem uma vibração contagiante. Tem uns quilómetros com centenas de lojas, escritórios. Impressiona e depois as ruelas paralelas, tão típicas no Japão com as ruas sem passeio a entrar pelas lojas e casas e os néons pequenos e grandes a iluminarem as ruas. E dia estava longo e já não havia força para mais. Era hora de recolher e já nem forças para jantar fora. Foi correr para o hotel e jantar mesmo por ali.

























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